O CAIR DAS TARDES
Fecho os olhos e sinto o vento nas faces
e a paz do caminhar em paz,
feito um cair de tarde quente...
E olhar o mar, mesmo no incipiente escuro da noite,
tanto é relaxante quanto conforta:
os pores-do-sol não são mais os mesmos,
não mais se revestem de concreto armado.
Tudo é calma e brisa... não um mar de rosas,
mas um mar de intensidade e viço,
a transbordar emoções de fora para dentro
e de lá, a jorrar para fora...
como ondas que vêm e vão – permuta –
trazem sempre algo e sempre algo levam...
E o cair das tardes sugerem a espera da lua...
Hoje, suntuosa e clara,
vista para além do concreto armado...
Escrito por Barbara Carvalho às 23h34
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