LUA FRIA
Ó Lua branca, branca e fria,
Tens os cristais gélidos da dor.
Condensadora da agonia,
Da aflição e pungente torpor.
Gotejavas orvalhos prateados,
Cintilavas, fulgurando alva, o amor.
Giravas brumas, olhos irisados,
Falavas de cantos, tal era o ardor.
Ó Lua branca, branca e fria,
Tens as gemas frias do dissabor.
Cristalizadora da desvalia,
Da desilusão e tépido fulgor.
Invadiam-nos seus lumes clareados,
Brilhavas, orquestrando, neve, o calor.
Entornavas marfins, risos orquestrados,
Embriagava-nos de néctares, tal era o esplendor.
Ó Lua branca, branca e fria,
Tens os opalas glaciais do desamor.
Corporificadora da avaria,
Da descrença e triste amargor.
Ó Lua branca, branca e fria,
serás sempre branca, branca e fria.

Escrito por Barbara Carvalho às 02h22
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MÃE É UMA SÓ!
Mãe não se substitui, não se doa, nem se empresta
Mãe é aquela que te cria, sofre por ti, te educa e afaga
Mãe é aquela que apanha em teu lugar
Que nunca te fere, nem maltrata
Mãe é biológica e de verdade
Quando não biológica, tem de ser de verdade
Mãe é aquela que perdoa atitudes das mais vis
E do seu coração jamais retira o filho
Mãe é aquela que se preocupa se comes bem, dormes bem,
tens boa saúde, se vives bem e amarga a tua ausência
Ela dá a vida por ti e de nada se arrepende
Mesmo traída, mesmo abandonada, sempre te espera.

Ainda bem, Mãe, que foi por poucos meses... O dia de hoje, indescritivelmente especial para mim, passo
ao lado da minha Mãe Biológica e De Verdade!!!
Escrito por Barbara Carvalho às 12h45
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