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(O poema - se assim pode ser chamado - foi criado na ordem das estrofes I, II, III e IV, com a intenção de ser lida, também, a primeira linha da primeira estrofe e a primeira linha da segunda estrofe na seqüência e assim por diante. A primeira linha da terceira estrofe e a primeira linha da quarta estrofe na seqüência e assim por diante. Muda o sentido de algo? ou tudo que já era fica mais ainda sem sentido?)



Escrito por Barbara Carvalho às 02h31
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     PEDRA DO SOL     

 

 Eu quero morar no seu prédio.

 Ser vizinha de porta.

 Mostrar-lhe a cor da sala de jantar.

 Quero lhe dar mandalas de pedras,

 Com meu pincel traçar seu corpo

 Na tela eterna do meu olhar.

 

 Quero adentrar suas portas.

 Quero encontrar os entraves

 E, sem medo, poder passar.

 Quero provar do melhor vinho,

 Numa noite de entrega,

 Sem ter, sequer, de me vendar.

 

 Quero o cintilar 

 De bolhas em copos,

 Tocando batons vermelhos,

 Sem os desmanchar.

 Escreva no espelho,

 Se sentir, o que sente.

 Desfaça-se, dispa-se,

 Comece a sonhar.

 



Escrito por Barbara Carvalho às 22h23
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  MAL QUE, DE DENTRO, VEM 

 

 Que mal que, de dentro, vem

 Que persiste, que não passa

 Desanima a pulsão dos sentidos

 Desarvora o riso não contido

 Derruba o tônus dos músculos

 Torna opaca a luz do olhar?

 

 Que mal que, de dentro, vem

 E que se aloja e não se rompe

 Devolve o choro reprimido

 Aperta o peito já tão doído

 Despedaça a força clara do dia

 Faz da alma o brilho desmaiar?

 

 Que mal que, de dentro, vem

 E que se instala, que não falta?

 Vem de mim? 

 Do que não há?

 Vem do nada, vem de ninguém.

 Apenas vem.

 

 

  “Wheatfield with crows” – Vincent Van Gogh 



Escrito por Barbara Carvalho às 12h25
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               ALGO                

 

 Hoje, algo me inunda de forma obscura

 De maneira irremediavelmente depressiva.

 Algo me encharca de uma desmotivação desmedida

 De um desânimo de morte, de uma tristeza infinda.

 Algo me estilhaça as emoções de maneira perplexa

 Deixando-me inerte, sequer à beira do caminho.

 Algo desfaz de mim as esperanças, as alegrias

 Condenando-me, nefasto, ao fracasso e ao desgosto.

 Algo de torpe vem me abater o destino

 Entorpecendo previsões dantes alentadoras.

 Algo me mostra que tudo de nada teve valia.

 Algo me esvazia e reingressa em mim, voltando a esvaziar-me

 Atormenta-me! E melhor teria sido não ter acordado.

 

 

 "Geopoliticus Child Watching the Birth of Man" – Salvador Dalí

 http:www.art.com/                                                                        

 



Escrito por Barbara Carvalho às 14h53
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                 O  VÔO                           

                                                                     

 Voam os versos sem destino certo     
 E não pertencem a quem os lê,        
 menos ainda a quem os escreve.         
 Acolhidos, indeléveis na memória;
 Desprezados, seguem de mão em mão,
 Por várias tiragens.       
 Terão destino certo?             
 Jamais!            

 Viverão qual mariposa ao vento noturno:       
 À procura de luz, nem que um só feixe,
 À fuga do indesejável escárnio.
                          



Escrito por Barbara Carvalho às 23h40
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      SE FOSSE BOM JULGAR      

 

 Ando esvaziada de mim mesma

 Já que me preenchi os espaços todos

 Daquilo que te pertence.

 

 E não te iludas que é bom o conteúdo

 Que me preenche os espaços todos,

 Que continuo sem poder respirar;

 Que o teu suspiro sopra ao meu ouvido:

 Ainda me estarrece, de arrepiar.

 

 Que continuo ouvindo a consciência tola,

 Engenhosamente construída,

 Pela distorção e viés do teu olhar;

 Que tua voz ainda ressoa dentro de mim,

 Ditando o padrão do certo e do errado:

 O dedo em riste: - Avalie! Não vá errar!

 

 “Sonho causado pelo vôo de uma abelha em torno de uma romã um segundo

 antes de acordar” –  SALVADOR DALÍ – 1944 – óleo sobre tela – 51 x 41cm

 Museu Thyssen-Bornemisza, Madri, Espanha (nº cat. 206).  



Escrito por Barbara Carvalho às 22h59
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     C I C L O     

 

 Um hibisco apanhado não passa de um hibisco apanhado.

 Ele nasceu de sua árvore originária. 

 Um hibisco apanhado apenas terá o seu ciclo vital abreviado.

 Ele crescerá, florescerá e fenecerá

 Em sua árvore originária

 Ou fora dela.



Escrito por Barbara Carvalho às 01h11
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   LIMITE  

 

 No primeiro dia, a morte me rondava.

 Não havia cor no céu, nem luz.

 Não podia ouvir qualquer som,

 além do abafado pranto em meu peito

 teimando por sair.

 

 No momento segundo, tomei-me de todos os objetos

 que me te traziam à lembrança

 e os fechei em uma caixa.

 Fixei-a em terra, para que somente eu pudesse levá-la e

 deixei a chave esquecida em um canto conhecido apenas por mim.

 

 No momento seguinte, busquei arrancar da alma e do peito

 as memórias boas e más, o que fora desbravado e o que fora escondido

 - bem mais, ainda, da tua invasão avassaladora -  

 - bem mais, ainda, de ti, inteira.

 

 Arranquei de mim os dias e as noites de amor e os de desespero,

 as marcas de todo o prazer e de toda a dor.

 Desprendeu-se tua voz da minha memória,

 teus escritos afastei dos meus olhos

 e tua essência tirei do meu coração.

 

 Li e reli, vi e revi tua bipolaridade; 

 percorri tua ternura e o teu rancor;

 teu sabor acre e doce;

 tuas lágrimas verdadeiras e as dissimuladas;

 minha devotação e o teu descontentamento.

 

 Restou jogar fora a caixa e perder dela a chave;

 desalinhar meus pensamentos de ti e de nós;

 despistar a morte da alma e lembrar que ainda há vida

 para mim e para quem me abrace forte.

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 00h26
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   REGRESSO  

 

 Adentrarás na sala,

 mel esperado pelo infante,

 brisa à área desértica,

 sombra, no verão, à peregrinação.

 

 E trarás os bálsamos todos

 às agonias e tristezas.

 Resplandecerás, como um sol,

 Ao adentrar na sala.

 



Escrito por Barbara Carvalho às 18h43
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  “BORDERLINE”    

 

 Taça que serve, ao mesmo tempo, champanhe e fel. 

 Em seu bojo, tais não se misturam.

 Com tal requinte são servidos um e outro,

 ao talante “borderline”.

 

 Qual face escolher da taça?

 A que traz a deusa ou a que se-lhe imprimiu o demônio?

 

 De quando em quando, alternam-se ambos,

 a servir champanhe e fel,

 dos quais o paladar experimenta ao provar.

 Somente.

 

 Perde-se a vida à deusa?

 Vende-se a alma ao outro?

 Não, quebrou-se a taça!

 

 Pablo Picasso 
 Figuras, 1945
 Óleo s/ tela
 55,4 x 46,6 cm



Escrito por Barbara Carvalho às 20h25
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    NA POEIRA DO CAMINHO   

 

 Há pessoas que, na nossa vida, parecem eternas.

 Geram sentimentos etéreos e aparentemente eternos.

 E como os sentimentos, de tão etéreas tais existências,

 Ficam pelos rastros da vida, como poeira na estrada.

 Dissipam-se, perdem-se, encontram-se,

 Aderem a outros corpos. 

 Pelas águas, são lavadas, são levadas,

 e, levadas, somem de uns,

 permanecem em outros universos. 

 As memórias, assim também se fragmentam,

 como poeira no caminho,

 até que se subdividam os átomos 

 nas menores partículas possíveis.

 E, a olho nu, não se vê nada.

 



Escrito por Barbara Carvalho às 03h09
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  GELO E FOGO 

 Tanto fará a mim se pela manhã terei vida

 ou se meu sono romperá a eternidade em pedra fria,

 já que me privaste a alma de viver.

 Se digo que poderia nevar à tarde,

 desejo o esplendor de um Sol

 nunca visto no Universo.

 Vivo antíteses, sou feita de antíteses.

 E queima mais a pele o fogo que o gelo?

 



Escrito por Barbara Carvalho às 12h16
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  SE AMANHÃ EU DISSESSE  

 

 E se eu dissesse amanhã que foi cedo demais

 ou que foi muito tarde.

 E se eu dissesse amanhã que nada mudou

 ou que nada está como antes.

 E se eu dissesse amanhã que tenho ferida de morte a alma 

 ou que, por seu sopro, a vida me inspira cada poro.

 E se eu dissesse amanhã que eu procurava a paz

 ou que ela, hoje, até me incomoda.

 E se eu dissesse amanhã que o horizonte que eu via

 é o mesmo que vejo sem a presença sua.

 E se eu dissesse amanhã que aquele arco-íris visto

 permanece monocromático – paradoxo – 

 ou que ele irisou-se em excesso.

 E se eu dissesse amanhã que a sensação da última vez

 percorreu-me sempre desde a primeira

 Ou que a sensação da primeira vez perdurou até a última

 E se eu dissesse amanhã,

 se amanhã eu dissesse. 


 "Novamente um mar. O entardecer

 é a praia onde morremos juntos,
 quando as nossas mãos se transformam
 em veleiros que partem com o vento
 e nós somos, apenas, o fruir
 deslumbrado do silêncio.
 Moramos entre pinheiros altos
 e, do chão, apenas a relva vermelha
 nos pode resgatar.
 Aquilo que dizemos coincide
 com a terra renovada. 
 Por isso, as searas hão-de vir
 rodear-nos a cintura 

 e escreverão no pão a nossa fome".

 

 “Graça Pires - Novamente um mar



Escrito por Barbara Carvalho às 23h55
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 VOCÊ SE FOI

 

 O que você foi

 O que você era

 O que você é

 E sempre será.

 

 O coração a recobre com pétalas violetas,

 Que renascem tão logo ele a vê cantar.

 O coração encobre, espaço seu incólume,

 Com névoa clara, seu caminhar.

 

 O coração palpita, cortina se abre,

 reina a alegria do seu cantar.

 

 O coração palpita, cortina se fecha,

 mas você não volta, torna a chorar.

 

Lembrança da Elis ao assistirmos em casa a "Mulher 80".

Beijo, Maria Clara.  Obrigada pelo "special day"!!!!!!!!!!!!!!!



Escrito por Barbara Carvalho às 02h03
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          MARIA NOVA CECÍLIA           


 Hoje, pouco me importa se alguns dos atores desfilam

 somente na passarela da memória: 
 O ferro é forjado pelo fogo ardente,
 por intermédio das mãos destras do ferreiro que é.

 E nesta nova investida, surgirá um quadro nosso,

 Imaterial e real, feito por mãos e garras femininas.

 

 

 Escrevi para ti, Maria Cecília:                               
 “Um humilde presente como forma de agradecimento
 por tudo

 de bom que me “trás” e pelas descobertas que me ajuda a fazer.”
 Risquei o acento a tempo e pus uma “perninha” no “s”, mas
 entendi o ato falho ocorrido naquele DVD do velho Chico.

 O teu sucesso nesta nova fase, neste novo ciclo!            

 Que é de todos nós que lutamos e conquistamos contigo!

 Beijo neste teu maravilhoso coração.                            



Escrito por Barbara Carvalho às 05h26
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             SONETO HELÊNICO             

 

 Tal o cavalo de Tróia, inventado por Odisseu,

 Recebemos amigos, feito um presente,

 Sem saber aquele querido ente

 Vilão com quem a mão lhe estendeu.

 

 Hipócrita, de alma vil e impotente,

 Não passa do Minotauro derrotado por Teseu.

 Astuto e dissimulado, cedo mostra o dente,

 Velhaco com quem mais lhe acolheu.

 

 O que fazer diante de voz tão pequena,

 Se sinto-me como, de Zeus, a Helena,

 Homenageada de Virgílio a Giraudoux?

 

 Teu chiste, bem fraco, supera a cadena?

 Diante dele, coitado, não faço cena

 Não passas daquela de Pompadour.

 "O falso amigo e a sombra só nos acompanham quando o sol brilha”.
 (Benjamin Franklin)



Escrito por Barbara Carvalho às 23h31
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  RECEITA DE VIDA 

 

 Ingredientes:

 Acréscimos e perdas

 Especiarias a gosto

 Temperos variados

 

 Modo de fazer:

 Misture bem os acréscimos e as perdas até obter uma mistura homogênea.

 Essa mistura deverá ter textura agradável ao toque, 

 ser prazerosa ao olfato e ao paladar.

 Quando essa massa estiver pronta, ela tanto será base para salgados ou doces,

 dependerá do que se quer servir.

 Adicione especiarias das mais diversas, a gosto.

 Recheá-la, também é a gosto.

 Se for recheá-la, tempere de acordo com o que usar como recheio.

 

 Leve ao forno para cozimento, por um período secular, 

 já que a porção etérea da vida é de difícil e lento cozimento.

 A porção etérea dessa massa homogênea obtida com muito remeximento

 é denominada espírito.

 Se a massa não cozer por inteiro, o espírito poderá tornar-se

desagradável ao paladar, enjoativo ao olfato e enfadonho à visão.

 Assim como, embatumado, não prestará o espírito para servir.

 Quando pronto, o espírito não é perecível.

 Se cozido por inteiro e, assim, tenro, prestar-se-á a servir eternamente.

 

 A coloração da massa variará de acordo com os tons dos diversos ingredientes utilizados

 e também com a paciência para ser assada. Deverá o ser, por inteiro.

 Não poderá ser queimada ou embatumada, pois a pressa, 

 a ansiedade e o desespero, até por servir, poderá pôr tudo a perder.

 

 Sua coloração poderá ser viva e forte, pastel e delicada,

 dependerá da preferência gastronômica de cada um e da capacidade de digerir.

 

 Vivazes ou opalinas, formarão belíssimo mosaico:

 A criatividade de cada mestre-cuca fará a massa vida

 mais ou menos bonita.

 

 O sabor dependerá da adequada escolha dos temperos adicionados:

 A vida poderá ser picante, agridoce, exótica, agradável ao paladar,

 Ou acre, amarga, azeda, zinábrica, indigesta.

 Dependerá da dosagem adequada de cada flavorizante.



Escrito por Barbara Carvalho às 23h34
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 Não há receita certa para a vida:

 Os ingredientes que compõem nossa história são, além de variados, intuitivos.

 Mas todos nós passamos por perdas e todos obtemos acréscimos

 das experiências que a vida nos proporciona.

 O bom e o ruim encontra-se na maneira como vemos as coisas pelas quais passamos,

 se as superamos, ou sucumbimos, se as enfrentamos ou perante elas acovardamo-nos.

 Do que delas extraímos. 

 De como são aproveitadas ou rejeitadas por nós.

 Não há vivência em vão: assim deve colorir-se a vida.

 E tudo o que nos faz perder, de um lado, por outro, acresce.

 E tudo o que acrescenta pode, também, nos fazer perder.

 O mais importante é saber que todo e qualquer acontecimento

 Tem, teve e terá sabor de vida bem cozida.

 “Quando a morte à luz me roube

 ganhe um momento o que perderam anos

 saiba morrer o que viver não soube”.

 Bocage



Escrito por Barbara Carvalho às 23h33
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               ESCRITORA                

 Não quero me tornar, se é que escritora sou, desses escritores medíocres 
 Que falam de si o tempo todo ou que escrevem com estilo único 
 Não quero que no primeiro “A” que pingue a pena saibam escrito por mim,

 Embora digam seja eu a “campeã” das antíteses...

 Procuro sempre saber o que pensam as pessoas sobre o que escrevo,
 Em boa hora pouco me importe o que as pessoas pensam
 e em boa hora, ainda, escreva, em primeiro lugar, para mim.

 Procuro vomitar letras de maneira eclética e musical,

 Mesmo sabendo que toda e qualquer música não agrade aos ouvidos.
 Tenho de falar de tudo, nem que intuitivamente,
 Gosto de mexer com tudo, desde que livremente,
 captar todo e qualquer leitor, despudoradamente,
 porque enquanto quero, também não quero ficar sabendo o que pensam.

 Quanto a publicar,

 Não penso em mera divulgação dos pensamentos

 Ou “ibope”.

 Acho que publico porque sou louca!

 

 

 “Só em linguagem amorosa agrada 
 A mesma coisa cem mil vezes dita.”

 Mário Quintana.


Escrito por Barbara Carvalho às 13h16
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     LUA FRIA

 

 Ó Lua branca, branca e fria,

 Tens os cristais gélidos da dor.

 Condensadora da agonia,

 Da aflição e pungente torpor.

 

 Gotejavas orvalhos prateados,

 Cintilavas, fulgurando alva, o amor.

 Giravas brumas, olhos irisados,

 Falavas de cantos, tal era o ardor.

 

 Ó Lua branca, branca e fria,

 Tens as gemas frias do dissabor.

 Cristalizadora da desvalia, 

 Da desilusão e tépido fulgor.

 

 Invadiam-nos seus lumes clareados,

 Brilhavas, orquestrando, neve, o calor.

 Entornavas marfins, risos orquestrados,

 Embriagava-nos de néctares, tal era o esplendor.

 

 Ó Lua branca, branca e fria,

 Tens os opalas glaciais do desamor.

 Corporificadora da avaria,

 Da descrença e triste amargor.

 

 Ó Lua branca, branca e fria,

 serás sempre branca, branca e fria.

 



Escrito por Barbara Carvalho às 02h22
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 MÃE É UMA SÓ!

Mãe não se substitui, não se doa, nem se empresta

Mãe é aquela que te cria, sofre por ti, te educa e afaga

Mãe é aquela que apanha em teu lugar

Que nunca te fere, nem maltrata

Mãe é biológica e de verdade

Quando não biológica, tem de ser de verdade

Mãe é aquela que perdoa atitudes das mais vis

E do seu coração jamais retira o filho

Mãe é aquela que se preocupa se comes bem, dormes bem,

tens boa saúde, se vives bem e amarga a tua ausência

Ela dá a vida por ti e de nada se arrepende

Mesmo traída, mesmo abandonada, sempre te espera.

Ainda bem, Mãe, que foi por poucos meses... O dia de hoje, indescritivelmente especial para mim, passo

ao lado da minha Mãe Biológica e De Verdade!!!



Escrito por Barbara Carvalho às 12h45
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 SER E ESTAR

 

 Um ir e vir

 Um estar e sair

 Uma pulsão de vida

 Uma pulsão de morte

 É forte e fraco, sem esmorecer

 É fraco e forte, sem estremecer

 Ausência e presença

 Afirmação e negação

 Ora: você e eu 

 Ora: eu e você



Escrito por Barbara Carvalho às 02h52
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  olhos negros 

 

 Teus negros olhos abrem-se e fecham-se

 Quando falas de minhas recaídas tolas. Como são tolas!

 Minha parcela de loucura ainda provocada.

 Tens razão, como sempre, a página está virada.

 E, sabendo-te naquela dificuldade cotidiana,

 quis afagar-te em meus braços, único reduto teu e

 correr para os teus, reduto meu somente.

 Quis olhar os teus negros cabelos, hoje mais lindos.

 Pude ver o quanto tens importância em minha vida.

 Percebi, dessa definitiva vez, o que é, verdadeiramente, amar.



Escrito por Barbara Carvalho às 01h34
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 ... E QUANDO FALAS

 

 ... E QUANDO FALAS DO QUE É NOSSO PARA OUTREM,

  É COMO SE EM MIM VIESSE O CORTE DA LÂMINA FRIA.

 QUANDO DESVENDAS O QUE FORA E É SAGRADO,

 COM MAESTRÍSSIMO DESBOTAMENTO CUBISTA,

 SE ME ABRE O PRANTO, QUE, POUCO A POUCO ENTERNECIDO,

 VOLTA-ME A SANGRAR, DE UM ININTERRUPTO ESVAIMENTO...

 COMO O SOL QUE CONHECEMOS OUTRORA... QUE NÃO DESBRILHARÁ...

 COMO O AMOR QUE FORA VIVIDO ANTES... QUE NÃO DESFOLHARÁ...



Escrito por Barbara Carvalho às 10h19
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  EM REVOADA

 

 Não esqueci da revoada das andorinhas, 

 Do cair das tardes,

 Do calor dourado das águas, querida Cecília!

 Nem olvidei que as devo retratar para você...

 A pirâmide de Tao conduz-me ao meu destino, 

 graças a você, minha querida!

 Tem algo de genético nessas aves que migram de região à outra;

 tem algo de genético em nós que migramos de lá para cá.

 Andorinhas, somos, se isso não ocorrer, não sobrevivemos...

 Partem em busca do alimento – espetáculo indescritível!

 E retornam ao cair da tarde.

 Atravessam a queda d’água para retornar ao ninho,

 como se uma fossem,

 como somos nós: singularmente uma!

 

MARIA CECÍLIA: NESTA PÁSCOA, A PAISAGEM QUE HÁ EM TEUS OLHOS! TE AMO MUITO!



Escrito por Barbara Carvalho às 23h02
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 SONHO

 

Desfilavas altiva e graciosamente pela casa, que era aquela, mas não havia nada mais de antigo.

Tudo fora modificado. 

Andavas, belíssima, em saltos tão altos, sobrepondo-te à minha altura.

 E me olhavas de cima por sobre os saltos, como se fosses maior em tudo.

Mostravas-me a nova mobília, quase todos os móveis enfileirados, mas esteticamente em harmonia.

Fazias tal, com tal desprezo por mim, que dava arrepios medonhos.

Perguntava-me em pensamento:  “- O que faço aqui?”.

Uma mesa, idêntica à minha, de nogueira e longa, estendia-se sobre um canto da sala. Notava-se-a.

O animal era o mesmo, com pelos curtos, tosados, tingidos de turquesa;

havia uma filhotinha ao seu lado, também azul.

Quando fui ao seu encontro, abanava o rabinho, como outrora e eu chorava dizendo que tive muita saudade e a emoção,

como em todo animal, fê-lo discretamente urinar. Enfim, cada qual expressando saudade e alegria em rever-se, a sua maneira: desidratávamos.

Percebi que não voltava para lá, mas fora convidada à visitação, mas de forma velada, sem revelação de números

de telefone ou intenção de mantermos contato, ou revermo-nos após.

Fora breve a visita e sem propósito aparente.

Saí. Tomei um elevador, o mesmo, porém, reformado.

Conduzia-me ele ao destino num ir e vir, como uma montanha-russa.

A descida não parecia acabar. Causava grande desconforto.

Ao chão, tive a sensação de ter esquecido minha bolsa.

E bolsa feminina, vamos lá! É quase a pessoa desnudada em poder de outrem quando esquecida.

Telefonei para o número antigo que, então, ainda dele me lembrava e fui atendida pela ex-cunhada.

Pedi a ela que guardasse a bolsa, pois não iria enfrentar aquela subida pavorosa novamente.

Certamente, reaveria o pertence em breve.  Ou não. A sensação era a de que o fato pouco importava.

Mas alguém me esperava em casa e rapidamente quis voltar.

Penso que a bolsa feminina, para além de um “trailer” ambulante, parece o próprio útero feminino.

O útero da dona dela. E eu deixei o meu lá. Talvez para sempre.

E o que quer dizer esse útero simbólico lá?

Que queria cuidar de algo que parecia parido por mim, em boa hora não o tivesse sido?

Sei, apenas, que fui ao encontro de meu destino atual e futuro, delicadamente redelineado a quatro mãos.

Mais uma vez...

Deixei uma parte de mim lá, mas não me fazia falta!

Na verdade, não faz...

 

 

 

 

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h32
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      VONTADE? 


 Há uma lâmina enterrada em meu coração

 que o faz sangrar e dele estanca o sangue.

 Rasga-o sutilmente e pouco mais a cada dia,

 fazendo-o sangrar e dele estancando o sangue,

 qual um maldito “tic-tac” de relógio... 

 Por vezes, afiada e rija, a lâmina faz-me sentar,

 cansada e farta, à beira da vida...

 Sem saber se continuo ou se regresso,

 divido-me na escolha entre colher um fruto e morrer de fome

 e entre morrer de fome e me nutrir para seguir ou regressar...

 Absoluta falta de vontade para colher o fruto,

 quem dirá para prosseguir ou voltar atrás.

 (14/12/2007 - 11:20h)

 Feliz Ano Novo para os que ainda têm vontade!



Escrito por Barbara Carvalho às 12h51
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Para o querido Thiaguinho, com muito amor! O mesmo amor que, de alguma forma, fez com que decorássemos, sem medo dos "gigantes", sua maravilhosa festa de dinossauros. Amorzão! do tamanho do pterodáctilo que, sabe Deus como, consegui confeccionar e penduramos no teto. Amorzão! do tamanho da envergadura da fera suspensa (2 metros - uauauauh!). Amorzão! do tamanho do tiranossauro rex (maior que nós) de 1,80m, que, também, só Deus sabe como ficou pronto! rsrs. Do tamanho, enfim, da montanha de noites sem dormir. Do tamanho do desespero do gelo seco, para que tudo desse certo, da cachoeira sobre a mesa. Amorzão! do tamanho do Universo! Thi e Digo: todo o meu amor!



Escrito por Barbara Carvalho às 03h19
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   M   A   N   T   R   A     

 

 Deus ilumine os seus passos.

 Deus, os seus passos, ilumine.

 Os seus passos, ilumine Deus.

 Os seus passos, Deus ilumine.

 Ilumine Deus os seus passos.

 Ilumine os seus passos, Deus! 

 

 Os seus passos sejam iluminados por Deus. 

 Os seus passos iluminados sejam por Deus. 

 Os seus passos, iluminados por Deus, sejam.

 Os seus passos, por Deus, sejam iluminados! 

 Sejam iluminados os seus passos por Deus. 

 Sejam os seus passos iluminados por Deus. 

 Sejam iluminados, por Deus, os seus passos. 

 Sejam os seus passos, por Deus, iluminados!  

 Por Deus os seus passos sejam iluminados. 

 Por Deus sejam os seus passos iluminados. 

 Por Deus iluminados sejam os seus passos. 

 Por Deus, os seus passos iluminados sejam!  

 Iluminados por Deus sejam os seus passos. 

 Iluminados sejam, por Deus, os seus passos. 

 Iluminados os seus passos, por Deus, sejam 

 Iluminados sejam os seus passos, por Deus!

                                                        



Escrito por Barbara Carvalho às 11h15
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    Assim teria sido... 

 Atirar-me-ia contra qualquer espada para dela poupá-la.

 Dobrá-la-ia de volta, por através de mim,

 para que sequer qualquer parte da lâmina,

 impiedosa e fria, a achasse.

 Transformar-me-ia em escudo, dentes,

 armas para defendê-la.

 Sentiria qualquer dor se isto dela a afastasse.

 Transfundir-lhe-ia todo o meu sangue se seu sangue lhe faltasse.

 Respiraria o ar, se impuro, para aos seus pulmões depurá-lo.

 Daria sopros de paz a sua alma se sua alma se perdesse.

 Dissolveria minhas emoções se delas pusesse a embriagar-se.

 Resgatá-la-ia de qualquer era, qualquer galáxia, custasse-me a vida,

 Mesmo todas elas, por séculos e mais infinitos séculos após.

 E dar-lhe-me-ia inteira, mesmo sem me ter eu própria,

 Se você quisesse... assim teria sido...

 



Escrito por Barbara Carvalho às 21h54
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  “Les Séparés”  


 “N'écris pas - Je suis triste, et je voudrais m'éteindre
 Les beaux été sans toi, c'est la nuit sans flambeau
 J'ai refermé mes bras qui ne peuvent t'atteindre,
 Et frapper à mon coeur, c'est frapper au tombeau
 N'écris pas !

 N'écris pas - N'apprenons qu'à mourir à nous-mêmes

 Ne demande qu'à Dieu ... qu'à toi, si je t'aimais !
 Au fond de ton absence écouter que tu m'aimes,
 C'est entendre le ciel sans y monter jamais
 N'écris pas !

 N'écris pas - Je te crains; j'ai peur de ma mémoire;
 Elle a gardé ta voix qui m'appelle souvent
 Ne montre pas l'eau vive à qui ne peut la boire
 Une chère écriture est un portrait vivant
 N'écris pas !

 N'écris pas ces mots doux que je n'ose plus lire :
 Il semble que ta voix les répand sur mon coeur;
 Et que je les voix brûler à travers ton sourire;
 Il semble qu'un baiser les empreint sur mon coeur
 N'écris pas !”

 (Marceline Desbordes-Valmore)

 (Hoje, a minha (in)disposição permitiu, somente, a transcrição do belíssimo poema acima. Peço escusas aos que vêm até aqui, mas, certamente, deleitar-se-ão, como eu, com o extraído da excelência da poesia francesa. Sinto-me como uma tábula rasa (sugerida por esse papiro em branco); diria, ainda: sinto-me como o "albatroz" de Charles Baudelaire).

 



Escrito por Barbara Carvalho às 01h53
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  O CAIR DAS TARDES 

 

 

 Fecho os olhos e sinto o vento nas faces

 e a paz do caminhar em paz,

 feito um cair de tarde quente...

 E olhar o mar, mesmo no incipiente escuro da noite,

 tanto é relaxante quanto conforta:

 os pores-do-sol não são mais os mesmos,

 não mais se revestem de concreto armado.

 Tudo é calma e brisa... não um mar de rosas,

 mas um mar de intensidade e viço,

 a transbordar emoções de fora para dentro

 e de lá, a jorrar para fora...

 como ondas que vêm e vão – permuta –

 trazem sempre algo e sempre algo levam...

 E o cair das tardes sugerem a espera da lua...

 Hoje, suntuosa e clara,

 vista para além do concreto armado...

 

  

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h34
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 #  MeDiOcRiDaDe #

 

 

 Absolutamente farta da natureza humana

 que faz sinonímia com a mediocridade.

 Daqueles que precisam ostentar para existirem,

 dos que sentem mórbido prazer na opulência.

 Enfadada, por completo, de pessoas de belezas invertidas,

 com vísceras podres, mas olhos bem delineados.

 Dos que se arvoram especiais e já, por isso, não são nada.

 Ando cansada do planeta inteiro: também de mim,

 quem, fincado o pé na humanidade,

 preocupa-se ainda com tais imbecilidades.

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h40
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  *  QUASE NADA MAIS ME IMPORTA!  * 

 

Eu não me importo mais, quase nada mais me importa...

 

Não visto mais roupagem nenhuma que me queiram dar...

Não tenho mais de obrigar-me a ser, ter, ficar, pensar,

sair, voltar, reparar e sair, voltar, reparar e sair, voltar, reparar...

Não visto mais adjetivos, críticas, julgamentos...

Não sou vítima, nem fiz ninguém vítima de nada...

Não tenho mais de me sentir isto ou aquilo...

Não tenho mais de ponderar, refletir, pedir ‘pelo amor de Deus’!

Não tenho mais de pensar conforme este ou aquele aceitam...

Não tenho mais de me enquadrar, ser conforme qualquer padrão,

Não tenho de usar as fórmulas que este ou aquele queiram

Não preciso mais pensar com a cabeça de quem quer que seja...

Não tenho mais de esperar passar a raiva ou o efeito do remédio...

Não sou filha de chocadeira, nem tenho de julgar ninguém...

 

Não preciso dormir na garagem, na escada, com cachorro...

Não tenho mais de sair com roupas rasgadas...

Não preciso pular roda de fogo nenhuma...

Não preciso mais processar ninguém...

Não podem ser bloqueadas minhas contas...

Nem vou mudar de banco, não devo nada p’ra ninguém!

Não preciso mais vender ou jogar fora o que é meu...

Nem pagar flat por um mês e cancelar no dia seguinte...

Não preciso reservar hotel de madrugada por celular...

Nem fazer e desfazer malas sem parar...

Não preciso mais esperar o mesmo taxista...

Nem preciso passar noites em hospitais...

Tomar café em lanchonetes... Jantar biscoitos água-e-sal...

 

Ninguém dá “blitz” no meu celular, nem no meu computador...

Ninguém quebra telefones, nem estraga o que pintei...

Não tenho de ouvir gritos, nem levar surra de ninguém!

Não preciso pisar em ovos, esperando inesperadas reações!

Não preciso ser notificada, nem aguardar multa condominial!

Posso ir-e-vir para onde quiser, quando quiser...

Atrasar cinco minutos, meia hora, um dia inteiro...

Posso chegar no dia seguinte, quiçá nem voltar...

Parcelo no cartão de crédito ou pago à vista, sem ter de explicar...

Posso viajar para o Egito, para Bangladesh,

Para Fortaleza, para onde eu quiser...

Escolho além de um pacote de biscoitos!

E além da roupa que eu vou usar!

 

Eu não me importo mais, quase nada mais me importa...

Eu nasci em 16 de setembro!

E isso é o que mais me importa!

 

ANIZ TADEU ZEGAIB

 



Escrito por Barbara Carvalho às 22h59
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  Mulher da minha vida! 

 

 

 Mulher da minha vida!

 Por que demoraste tanto para cruzar meus passos?

 Vieste antes de mim, porque és guerreira!

 Não temeste a volta ao planeta! E eu, temi tanto!

 

 Mulher da minha vida!

 Por que passei por tantas intempéries?

 Passaste bem antes de mim, porque és forte!

 Enfrentaste sem preparo! E eu, preparei-me tanto!

 

 Mulher da minha vida!

 Cruzaste meus passos na hora exata.

 Viemos em momentos certos.

 Passamos pelas intempéries preparatórias...

 

 Moldamo-nos, enfim, para a nossa história!

 

 

(para Maria Clara Diniz)

 

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 01h51
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   VERMELHO 

 

 Sua festa só podia ter o vermelho...

 Cor da sua linda agitação,

 sede de vida que o palpita e a nós,

 com sua ternura de criança.

 É um dos nossos amores.

 Quiçá o mais pequenino...

 E nesses poucos três aninhos,

 como recebe e devolve o amor!

 

 Quando nos impõe seu olhar grave

 de dourados contornos, lembra o sol,

 inunda as almas de graças, clareia a escuridão!

 Sopre, amor pequenino, 

 as velinhas que a vida lhe der,

 Mandando para longe o infortúnio,

 inspirando os ares da alegria,

 sempre ilumine o nosso luar!

 

(para Rodriguinho, com muito amor!)



Escrito por Barbara Carvalho às 02h25
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  PAULISTA 

 

 HÁ UMA RUA MALDITA

 LÁ NO JARDIM PAULISTA

 QUE FAZ ESQUINA COM A PAULISTA

 ONDE LÁ, MORREU MEU PAI...

 

 QUISERA ESQUECER SÃO PAULO

 ESSES ARES PALACIANOS

 SER CIGANA PELO MUNDO

 POR A “CARA” ONDE NÃO PUS...

 

 COMO QUEM TOCA DIAULO

 VER ALCOUCES BEM MUNDANOS

 DESCER A BECO PROFUNDO

 A TODAS AS PECHAS FAZER JUS...

 

 MAS ESSA RUA MALDITA 

 LÁ DO JARDIM PAULISTA

 QUE FAZ ESQUINA COM A PAULISTA

 ONDE NELA TUDO É “AI”...

 

 DA MINHA VIDA, AGORA SAI!

 



Escrito por Barbara Carvalho às 10h04
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MuLhEr-FoNtE

 

És mulher...

Trevo de quatro folhas...

Não por seres mulher...

Por seres mulher rara...

 

És fonte...

Guardas misteriosa fisiologia...

Glândulas de Bartholin e coração

deságuam tempestades tropicais...

 

Em meu rosto e em minha saliva...

Que as degusto e indiscretamente delas me embriago...

Em minha vida e em minha alma...

Que as sinto e fartamente por elas me apaixono...

 

És mulher... como tantas...

És fonte... como poucas..

És rara mulher-fonte...

 

                      Tu t’ appelles l’amour,

                                                                                                       Tu es toi, tu es elles

      Des niagaras vernis me tombent dans la gueule

                                                                         Crie Crie Crie”

(trecho de ”Les amants tristes”,de Léo Ferre. Leia completo em:

http://www.frmusique.ru/texts/f/ferre_leo/ferre.htm)

 

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 03h54
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CRÔNICA DO COTIDIANO

 

 

HOJE FOI UM DIA DAQUELES DIFÍCEIS.

DAQUELES NOS QUAIS SE PÕE O PÉ PRA FORA DA CAMA E, ALÉM DAS DORES PÓS-QUARENTA – AQUELAS BOAS, QUE DÃO A GRATA SENSAÇÃO DE QUE AO MENOS ESTAMOS AINDA VIVOS – DOÍA A CONSCIÊNCIA.

COMETI UM ATO NA NOITE PASSADA, IMPULSIVO, DAQUELES REPLETOS DA SENSIBILIDADE QUE CONTÉM A PATA DE UM MAMUTE, SÓ PRA SAIR DA ROTINA. ISSO SIGNIFICA QUE NEM PERCEBI A BESTEIRA E FIZERAM-ME PERCEBÊ-LA POR VOLTA DE CINCO HORAS DEPOIS.

DAÍ, O JEITO ERA ERRAR COM AS COISAS PEQUENAS PRA ALIVIAR O DESGASTE QUE A CULPA SEMPRE ME TRAZ!

ALMOCEI COM UMA DAS MINHAS MELHORES AMIGAS: DERRUBEI COMIDA (E ALMOÇO FÁCIL DE ‘TALHERAR’ – POR SORTE NÃO CISMAMOS COM A TAL COMIDA JAPONESA – ACHO QUE, DADA A ATRAPALHAÇÃO, IRIA ME EMPALAR COM OS “HASHIS”); EM SEGUIDA, NUMA TABACARIA (ANTIGA VELHONA DE GUERRA!), AÇÚCAR PRA TODO LADO.

CONHECEM A ESTÓRIA DOS AÇUCAREIROS “FILHO-DA-PUTA” E “PUTA-QUE-PARIU”? NÃO? NOSSA! ANTIQÜÍSSIMA...

O AÇUCAREIRO “FILHO-DA-PUTA” É AQUELE NO QUAL VOCÊ DÁ AQUELAS PANCADINHAS DE DISCRETAS GRADUANDO PARA “PORRADAS” E NÃO SAI AÇÚCAR NENHUM; VIA DE REGRA, O MESMO AÇUCAREIRO OU OUTRO QUE VOCÊ PEDE LICENÇA PARA PEGAR TORNA-SE, OU JÁ NASCEU, “PUTA-QUE-PARIU”, PORQUE, JÁ “PUTO-DA-VIDA”, VOCÊ DÁ AQUELA TREMENDA PANCADA NOS FUNDOS DO “CRETINO” E TODO O SEU CONTEÚDO INVADE O SEU CAFÉ. ENTENDERAM? NÃO? COMO NÃO? VOCÊ MESMO GRITA O SONORO E DESOPILANTE: “– PUTA-QUE-PARIU!” E PAGA A “MERDA” DO CAFÉ E SAI SEM TOMAR NADA!

MAS, NA TAL TABACARIA, O AÇUCAREIRO ERA DAQUELES NORMAIZINHOS: AÇO INOX COM COLHERZINHA, ATÉ ANATÔMICA (EU DIRIA), MAS, MESMO ASSIM, MASCAVO PRA TODO LADO! ERA MASCAVO? BOM, AO MENOS FORA POSSÍVEL TOMAR O CAFÉ!

AH! NÃO BASTASSEM AS GAGUEIRAS, OS ‘TROCA-LETRAS’, OS ‘TROCA-PALAVRAS-INTEIRAS’ DA MINHA MAGISTRAL (LEIA-SE: OBRIGATÓRIA!) REDAÇÃO E/OU LEITURA E LEITURA E/OU REDAÇÃO (VARIADO O TRABALHO, NÃO?) TÉCNICO-JURÍDICA, ACHARAM DE ME APORRINHAR A PACIÊNCIA ATÉ OS CONHECIDOS ANJINHOS...

CONHECEM A ESTÓRIA DOS ANJINHOS, NÃO É? (NÃO! NÃO OS “FILHOS-DA-PUTA”! TAMBÉM NÃO! NÃO EXISTE O CONTRASENSO DE ANJINHOS “PUTA-QUE-PARIU!”. DÁ PRA LER SEM TENTAR ADIVINHAR?), DOS ANJINHOS O DO BEM E O DO MAL? NÃO? NOSSA! JURÁSSICA...

NÃO RARO, O MALVADO ‘TAVA NO OMBRO DIREITO E O “BONZINHO-METIDO-A-PERFEITO” ‘SENTADÃO’ NO ESQUERDO.

ELES ESTAVAM FAZENDO O QUÊ HOJE? ‘TAVAM QUERENDO ME CONFUNDIR?

TODO MUNDO SABE QUE O MALDOSO FICA DO LADO ESQUERDO E QUE O “BONZINHO-MEIO-BIBA” FICA DO LADO DIREITO JÁ PARA NÃO COMPLICAR NENHUMA ANÁLISE DE ‘FATOS-FOTOS-INUSITADOS’... NÃO SABEM? NOSSA! BALZAQUIANA... MAS ESSA “PORRA” EU NÃO VOU EXPLICAR!

DAÍ O DIA FOI “BONITO”.



Escrito por Barbara Carvalho às 01h22
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PARECIA QUE SÓ EU QUERIA SOFRER DE TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR, SOFRENDO OU NÃO DELE, POIS ISSO POUCO IMPORTA.

VONTADE DE FAZER ÓCULOS VIRAR LENTES-DE-CONTATO? TIVE CINCO OU SEIS VEZES!

VONTADE DE BEIJAR A FACE ROMÃ DE TUDO QUE ERA GENTE BOA, UMAS DEZ OU QUINZE!

A EUFORIA VENCERA A DEPRESSÃO, ENTÃO!

UFA! TANTO MELHOR PARA ALGUNS GLOBOS OCULARES E FACES ROMÃS, TANTO PIOR PARA ALGUMAS ÓTICAS, OFTALMOLOGISTAS E MASOQUISTAS DE PLANTÃO.

VOLTAMOS AO TRABALHO, MELHORES UM POUCO; DAÍ, ENQUANTO ELA TEVE DE VOLTAR A AGÜENTAR UM VERDADEIRO “KHAN EL KHALILI” DE UMA “MERDA” DE REUNIÃO COM UM MONTE DE “GENTE-METIDA-A-BESTA”, EU TIVE DE AGÜENTAR O “SORRISO-IMBECIL-MEIO-ICTÉRICO” DE UM SÓ “SER-METIDO-A-BESTA”, QUE VALE POR MEIO “KHAN”.

NO ENTANTO, TUDO TERMINOU MUITO BEM!

VINTE E UMA HORAS ELA FOI EMBORA PROMETENDO EMBEBEDAR-SE ATÉ O MARIDO CHEGAR DO TRABALHO.

E EU, MAIS FELIZARDA, SAÍ DO TRABALHO FALTANDO POUQUÍSSIMAS BADALADAS PARA AS VINTE E DUAS E, DEPOIS DE TOMAR UM POUCO DE CORAGEM, DEIXEI A SAUDADE SE PRONUNCIAR, MANDEI OS ANJINHOS JUNTAREM-SE COM OS AÇUCAREIROS, CANTEI PARA SUBIREM, E RESOLVI, CHEGANDO À CASA, LIGAR PARA SABER SE “AQUELE-SER-AMADO”, AFETADO QUE FORA PELA PATINHA DE MAMUTE, ESTAVA MELHOR.

DEMOROU A ATENDER AO TELEFONE. CREIO QUE OS ANJINHOS E OS AÇUCAREIROS “BAIXARAM” NOVAMENTE EM MIM. 

NÃO TIVE MAIS TEMPO PARA CANTAR PARA ELES “SUBIREM” NOVAMENTE E PARAREM DE APORRINHAR MEU “SACO”.

QUANDO ATENDEU AO TELEFONE, OUVIU MAIS ALGUNS “DESAFORINHOS-DAQUELES-DE-MENINA-MIMADA-IMPULSIVA-E-BESTA” QUE EU SEI DESFERIR MUITO BEM, PRINCIPALMENTE COM OS ANJOS TROCADOS E OS AÇUCAREIROS IRRITANTES TRESPASSANDO A CABEÇA.

DESPEDIMO-NOS E DESLIGAMOS OS APARELHOS.

PROVAVELMENTE, FOMOS DORMIR!

NÃO ENTENDERAM O “PROVAVELMENTE”? NÃO? NOSSA!

CUIDADO COM OS ÓCULOS! ATÉ AQUI VOCÊS BEM QUE ESTAVAM COM AS FACES ROMÃZINHAS...

COMO EU VOU SABER SE ELA FOI DORMIR?



Escrito por Barbara Carvalho às 01h21
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 FINALMENTE!

 

Desfaço-me de mim para vestir a roupagem tua.

Não te imito, busco compreender-te.
Desfaço-me do que sentia e sinto e procuro

empaticamente entender o que sentias e sentes.
Enviezo meus pensamentos para encontrar o sentido dos teus.
Desvendo e desmistifico o amor que senti por ti, jamais correspondido,
no afã de olhar, de frente, para os olhos sombrios de tua alma.
Que ilusão torpe pela qual passamos! Não vislumbro o sentido.
Quero teu bem e tua vitória, enquanto dedilhas as mesmas teclas
de sons pouco a pouco inaudíveis:

pretendes a minha derrota e o meu fracasso!
Quero a tua iluminação, enquanto pagas qualquer preço torpe
para decifrares maldades e mentiras onde sequer existem!
Quero que reconheças a beleza do que poderia ter sido,
o significado do encontro de almas gêmeas e apaixonadas,
enquanto vigorosamente alimentas tua suposta superioridade.
Que ininteligível amor fora vivido por nós duas!

Não encontro igualmente o sentido.
Se te comprazes em desprezar-me,

em humilhar-me, para elevares tua auto-estima: faze-o!
Sempre, em se tratando de “história de nós duas”, dei-te a outra face.
Sabes que carrego cicatrizes indeléveis...
Inesquecíveis resquícios de ofensas vis, rumores infundados,

cobranças inúteis, desperdício de tempo e de vida,

que nos foram dados por fartura, invadem-me
quando invades-me a memória.... a cada dia menos farta de ti!


 



Escrito por Barbara Carvalho às 00h39
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Cultiva por mim, então, o ódio e incômodo que sempre sentiras,
a competição que sempre travaras, a lesão que sempre causaras,
compraze-te no julgamento inútil que exaustivamente fizeras,
revela-me a todos os teus, reais e imaginários, como alguém desprezível, mentiroso,

inútil, insignificante e sem valor moral ou de outro gênero qualquer.
Continua revelando-te para o espelho que criaste de ti mesma em mim...
Compraze-te na projeção de tua própria imagem...

porquanto, quando pensas que me vês, vês a ti!
Pois, se ainda me importam os teus sentimentos,

bons ou ruins, sei, por certo, que os bons – dolorosa descoberta! –

jamais foram destinados a mim!
Procura justificar tuas próprias dissimulações e maldades

com minhas atitudes, pretéritas e atuais, destruindo-me

a imagem junto àqueles, imaginários ou reais, que têm olhos rasos de ver!
Enxerga-me nas sombras para fugir das tuas próprias trevas...
e tem toda a boa sorte que o Cosmos puder te dar!
Se parco ou não o teu merecimento

possam reconhecer os seres Celestiais,

porque somos minúsculos para julgar

e, diria até, proibidos de fazê-lo!
Esvazia-te ou preencha-te do que alegas ter sido ruim

ou ter te feito mal... Como te aprouver!

para que possas fazer-te o bem a ti mesma, se puderes,

e fazer aos outros, também se puderes, o bem que pensei outrora

ter visto nos olhos teus...
Demovi-me do teu caminho, de há muito, como se te abandonado tivesse,
para encobrir a paulatina expulsão a que me obrigaras, assediosamente,
dormindo ao chão, ao relento e, não raro, com a grata companhia da tua canina...
A lembrança das portas no rosto, as culpas impingidas
carrego-as nas costas, largas e fortes, com dor e resignação.
Se te faz bem, se faz com que te sintas alguém,

e se é assim que me gratificas, dou-te novamente,

não somente uma, mas as duas faces,

as que, hoje, porém, não mais alcanças

e se as alcançastes, não mais sentiriam a dor!

 

 

(Desculpem-me: ´'post' sem revisão gramatical ou de

qualquer outro gênero, dado o desgaste e o cansaço

que me causam tais emoções.)

 



Escrito por Barbara Carvalho às 00h36
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 * CONTRAPONTO *

 

 Tua ausência preenche-me dela...

 implacável, misteriosamente.

 Se, alegrando-me, fazes-te presente,

 fazes-me, súbito, lembrar-me dela...

 

 E, presente, preenches-me o vazio

 bem cosido e rendilhado por ela... 

 aos poucos, desbotado, fio a fio

 franjado, perco-me da imagem dela...

 

 Unindo-me a ti, em forte desvario,

 ágil, qual veloz cavalo amario,

 desprendo-me, por inteiro, dela...

 

 E, já em pensamento, tão-somente,

 Alquebrada, ainda torpe e dormente,

 volto, triste, pois, ao encontro dela...

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h53
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 PARABÉNS, MARIA CLARA DINIZ, MEU AMOR!

 EM SEU ANIVERSÁRIO, DEDICO-LHE E ÀS NOSSAS HISTÓRIAS: HODIERNA E DE OUTRORA!

 MUITO OBRIGADA POR EXISTIR EM MINHA VIDA!

 

 “O que se vive e o já vivido”

 Vivemos de histórias postadas a cores,

 vivemos de lágrimas vertidas calmamente.

 Vivemos de risos debochadores

 e de anseio por não errarmos novamente. 

 

 Que postamos histórias em branco e preto,

 que vertemos lágrimas tresloucadamente.

 Que sorrimos risos em esboceto

 e ansiamos, e, erramos, irremediavelmente.

 

 E por tantas travessias não queridas

 e por tantas agonias aquinhoadas,

 vale vivermos como agora... 

 

 por travessias mais floridas... 

 agonias: sequer lembradas...

 é que vale afastarmo-nos de outrora...

 

 (manhã, mais que florida, de 02/08/2007)



Escrito por Barbara Carvalho às 11h03
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Duas Mulheres Confusas
acrílico sobre tela
2,20x1,60

DÁCIO BICUDO

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 11h02
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 “SEJAS FELIZ” 

 

 AMO-TE IMENSURAVELMENTE

 QUE ME DESPRENDO DE TI

 PARA OS VENTOS DA DESPEDIDA

 LEVAREM-TE DE TI

 A ANGÚSTIA E A DESOLAÇÃO

 QUE TEU PEITO ABATEM.

 E NÃO SABEMOS AO CERTO PORQUÊ.

 LIBERTO-TE DE TODAS AS HORRENDAS FORMAS

 E DESBOTADAS CORES

 QUE TE RECORREM AO PENSAMENTO

 QUANDO TE SOCORRES DE MIM.

 RETIRO-ME DE TI, DEDICANDO-TE FELICIDADE,

 POIS, ANTES, MAGOADA EU, NÃO TE MAGOANDO,

 A TE MAGOAR E TENDO DE PERDER-TE

 DE DENTRO DE MIM.

 

 (12/07/2006 - 22:35h)



Escrito por Barbara Carvalho às 00h48
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  HOMENAGEM A UM GRANDE E QUERIDÍSSIMO AMIGO!!!

 Meu (en)cantador!!!

 Presentes recebidos são vistos pela qualidade. Em meu aniversário, hoje, recebi alguns de peso! De qualidade mesmo!

 Jamais me importará na vida quantificar pela mera soma, mas valores imateriais são tudo...

 Olho seu lindo rosto, ouço sua incomparável voz e sinto...

 tantas coisas, lindo Casé!

 Que a sua homenagem foi dos presentes de maior peso e qualidade!

 Que a sua linda voz cantará e encantará por muitos cantos e através de muitos cantos!

 Desfira sobre mim, como sempre faz, o golpe do seu carinho, da sua ternura, das suas sensações brotadas na imortalidade da alma!

 E desfira, sim, sobre mim, especialmente, o golpe, quase fatal, da sua voz...

 (escrito em 16/09/2006)

"Aos nove anos de idade, Casé Henrique já ouvia Elis Regina, Taiguara, Claudette Soares, Gal, Bethânia e não entendia o porquê do gosto tão apurado pela música, já que seus companheiros de infância ouviam outros ritmos musicais. A pouca idade não o deixava perceber que tudo já era um aprendizado e que quase todos os seus ídolos se tornariam seus amigos no futuro. Um dos fatos mais importantes na carreira de Casé foi ter convivido com Taiguara, um de seus maiores incentivadores. Quando adolescente, participou do concurso de Karaokê e chamou atenção de todos cantando "A noite do meu bem ", de Dolores Duran. Começou a colecionar várias apresentações: Melhor intérprete no IV Festival da UERJ em 1990; Projetos RioArte; Maratonas Culturais/Funarte; Show "O cantor é assim" (Mistura Fina/RJ); Shows realizados na FUNARJ: “Águas de Maio”, “Paixão”, “Uma só voz”, “Manias” e shows em casas noturnas. Em 1995, Casé Henrique alcançou maior notoriedade ao participar do espetáculo "ELIS,50", promovido pela Associação Brasileira ELIS EM MOVIMENTO, dirigido por André Valli e Sandra Pêra, no Teatro Carlos Gomes/RJ, em homenagem ao cinquentenário de Elis Regina. Casé Henrique, incentivado por Valli, escreveu sua primeira peça em 1998, "Esculaxo, um show diferente", musical encenado em teatros e em cidades do interior do Rio de Janeiro. No final de 2002, Casé Henrique gravou seu primeiro CD " Em plena contra mão ", cujo repertório inclui duas músicas inéditas do amigo Taiguara e a participação especial de Claudette Soares na música "Júlia", de sua autoria

Durante as gravações, Casé Henrique fez uma curta temporada no Teatro Armando Gonzaga – FUNARJ, homenageando Taiguara. Nas apresentações, relembrou canções jamais esquecidas como Hoje, Viagem e incluiu as inéditas Ave menina e Levante do borel – que estão no seu CD. No mesmo período, Casé Henrique conheceu o músico Ricardo Govea, mexicano de Guadalajara que já trabalhou com o cantor Alejandro Sanz. Govea, impressionado com a forma de Casé interpretar, viabilizou a gravação de duas músicas inéditas em espanhol para o seu próximo CD.

Devido à sua desenvoltura com o sotaque mexicano e força interpretativa nas canções, Casé Henrique passou a ser tocado na Rádio de La Universidad de Guadalajara, uma das mais importantes do país. Com o grande sucesso, o cantor foi convidado pelo diretor artístico, Juan Carlo, para se apresentar nas festividades de aniversário da Rádio, em outubro de 2004."

(fonte: http://tramavirtual.uol.com.br/fas.jsp?id=768577)

 



Escrito por Barbara Carvalho às 00h09
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 SEGUNDO

 

 Aproxima-se a comemoração do segundo ano.

 Segundo ano de fantasmas e dores;

 tal uma ficção.

 Quais vícios, quais cores seriam os motivos?

 não vislumbro nada.

 Não há nada a comemorar, como não haveria

 mesmo se tudo hoje fosse diferente...

 Do havido, nada se recupera...

 O pesadelo nasceu... somente para não acabar...

 

 (22:08h de 26/02/2007)

 

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h46
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                 DESNUDAR                 

 

 Desfiz-me de todas as amarras,

 até daquelas que não me incomodavam.

 Afastei-me de qualquer desconforto para

 desnudar-me dos pensamentos todos.

 Mesmo daqueles que não me incomodavam.

 Retirei de mim cada nó, cada brinco,

 cada quadro de memória...

 Pus-me a sua frente, tal adolescente

 que não consegue dizer nada...

 Prostrei-me após, a contemplar o vazio...

 Silêncios dizem tudo...

 Precipitei-me, talvez, em cada gesto, cada palavra...

 por entender que a vida passa sem pedir licença,

 que o sol arde e cai a cada dia...

 

 (escrito às 21:30h de 08/03/2007)

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h21
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 PROCURO

 Procuro você, procuro você, procuro...

 As bocas são outras...

 Os braços, nunca os mesmos...

 A pele, jamais a sua...

 Para onde foi você?

 Para onde seus lindos olhos?

 Saíram dos cativos recônditos da minha memória?

 Saíram das nuances secretas do amor que sinto?

 Tanto! Tanto!

 Não encontro você...

 Não encontro além de dentro de mim... paradoxalmente!

 Insisto!

 Procuro você, procuro você, procuro...

 

 (Escrito em 26/02/2007 – 22:12h).

 



Escrito por Barbara Carvalho às 09h21
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RECEBI, EM FORMA DE DEPOIMENTO NO ‘ORKUT’, UMA VERDADEIRA CARTA DE AMOR, A QUAL REPUBLICO A SEGUIR, POR QUERER HOMENAGEAR MINHA MULHER, MARIA CLARA DINIZ, ESPECIALMENTE NA DATA DE HOJE: 16 DE JULHO DE 2007.

 

 

Por que eu amo esta mulher?

 

Porque a conheci equilibrada e estável e a vi ser convertida em algo que ela nunca poderia ser verdadeiramente, invertendo todos os seus conceitos e valores, tornando-se uma criatura medrosa, mentirosa, controlada e controladora, agressiva e violenta, vivendo em função de uma pessoa e de sentimentos que lhe pareciam serem as coisas mais importantes do mundo, afastando-se de tudo e de todos a quem amava e que a amavam, renegando suas raízes e todos os seus valores cultivados durante toda a sua vida, inclusive sua auto-estima.

Porque eu a vi chegar ao ‘fundo do poço’ e usar este fundo para tomar impulso e vir à tona agarrando-se a uma mãozinha que ela vislumbrava estendida em sua direção.

E, após várias recaídas, sempre segurando firmemente naquela mão, ir retomando, lentamente, seus valores e conceitos morais, sua auto-estima, voltando às suas raízes e aos seus verdadeiros amores e amigos, que, nem por isso, deixaram de amá-la ou a amaram menos a cada dia.

Amo esta mulher porque vi o brilho voltar aos seus olhos, sua alegria de viver e o seu sorriso, radiante e lindo, voltar ao seu rosto, onde antes só havia sombras e lágrimas.

Vi a minha orquídea frágil e depauperada, sensível a qualquer lufada de vento, florescer lentamente, embora alguns jardineiros de má índole colocassem cizânia em suas raízes, e, transformar-se em um mandacaru forte e resistente a todas as intempéries, sem perder a beleza e a delicadeza da orquídea que sempre fora.

Amo esta mulher porque ela consegue despir-se da profissional altamente competente, segura de si e de sua liderança inata, para incorporar o espírito de uma criança e brincar com outra de quatro anos, como se tivera a mesma idade.

Porque ela consegue ser uma adolescente de quinze anos e disputar, em pé de igualdade com outra, o amor, carinho e atenção de sua mãe.

Porque ela consegue ser um moleque despretencioso e, ao mesmo tempo, uma mulher linda e sensual. Uma dama cheia de etiquetas, educadíssima, finíssima, gentilíssima, elegantíssima e, em seguida, ‘subir nas tamancas’ e transformar-se em uma ‘barraqueira’ vulgar e agressiva, fazendo uso de expressões chulas, impublicáveis, como se uma ‘vagabunda’ de rua fosse.

Amo esta mulher porque, juntas, já consumimos muitos lenços de papel, papel-toalha, guardanapos e já molhamos toalhas e lençóis no ombro uma da outra, sem precisarmos explicar porquê estávamos chorando, mas tendo sempre a certeza de que estávamos nos apoiando e sendo compreendidas.



Escrito por Barbara Carvalho às 09h09
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Porque ela consegue mentir para mim, olhando nos meus olhos, e sabendo que eu sei que ela está mentindo e que a verdade virá depois.

Porque ela é tão especial que, se não existisse, para ser criada, teríamos de pôr no mesmo caldeirão as mentes de Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Cassandra Rios, Nelson Rodrigues, Cazuza, Chico Buarque, Cecília Meirelles etc., e, ainda assim, seria algo apenas similar.

Amo esta mulher porque, apesar de ela ser uma louca, é a única pessoa a quem eu confiaria o que tenho de mais sagrado: a minha vida e a da minha filha e tenho certeza de que ela cuidaria muito melhor do que se dela fosse.

Enfim, eu a amo porque a conheço como um ser humano fantástico, com um coração enorme e uma série de defeitos imperdoáveis.

Porque ela é ela e não é para ser mudada ou redirecionada.

É para ser amada e respeitada, ou deixada, desde que seja inteira, porque ela é o que é, e é aí que está a sua beleza.”

 

(Escrito para Bárbara Carvalho, única mulher que amei em toda a minha vida, em 17/04/2007, num momento de rara inspiração.   Maria Clara Diniz).

 

 

                                                   "Orquídea", Oscar López Guerra



Escrito por Barbara Carvalho às 09h08
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RESPONDI, À ÉPOCA, O QUE SEGUE:

 

“CRISTALINO, LINDO, SENSÍVEL NA QUALIDADE E NA EXPRESSÃO.
RETRIBUO COM HUMILDE AGRADECIMENTO:

'Sensível agradecimento'

Uma declaração de amor não se escreve,
é tecida,
trama a trama,
burilada em sonhos...
forjada aos pedaços...
‘patch-work’
de pétalas, lampejos de memória.
Ponto a ponto
é bordada,
com o orvalho da alma,
com o perfume dos dias,
com o aroma do ser,
que, presente ou não,
é notado,
mesmo com olhos fechados...
E os meus pares abrem-se, hoje, somente para chorar...
Será assim...
até quando?”

(escrito por Bárbara Carvalho para Maria Clara Diniz em 18/04/2007 – 01:20h da manhã).

 

 

 

                                  

 

 

“Tal como Eu vo-lo havia já dito, na parábola da cizânia (Mt 13, 24-30): não tenteis separar uma da outra, para que não aconteça que, colhendo a cizânia, com ela arranqueis também o trigo. Deixai que uma e outra cresçam, juntas, até à ceifa; e, no momento da ceifa, direi aos ceifeiros: "Colhei, antes, a cizânia e ligai-a em molhos, para a queimardes; o trigo, pelo contrário, colocai-o no Meu celeiro".”

 

 

“Campos de trigo com ciprestes” – Van Gogh (Óleo sobre tela)



Escrito por Barbara Carvalho às 09h05
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 "SEM PESAR OU PENSAR"

 

Restou uma página branca, tábula rasa, sem letras,

Sem ideogramas, sem nada...

Um livro escrito a duras penas, sem final.

Ficaram quadros em branco e preto,

transmudados em borrões.

Ficaram cores desbotadas, esvaziadas de brilho,

tons pastéis demais...

Lembranças de sorrisos e lágrimas,

como pó que se esvaem de asas de borboletas.

Coisas que não mais são vistas, nem sentidas.

Ficou um ‘tanto-faz’ de vida e de morte...

E as águas que caem lá fora, nada lavam, nada varrem,

nada trazem, nem levam mais.

Não há mais o que esperar, sequer se sabe o que é a espera.

Não há nada a esquecer ou a lembrar...

Agora, realmente, como já foi dito por você mesma:

não há mais “pesar ou pensar”.

 

(escrito em 02/11/06, às 16:00h).



Escrito por Barbara Carvalho às 01h38
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"Corre nas minhas artérias e veias"

 

Corre nas minhas artérias e veias

um medo medonho de sentir amor

Um receio, confesso recente, de não me sentir inteira

Um desespero de me ver entregue a outros braços

como se os meus, já dois, não fossem suficientes.

 

Corre um terror só de pensar em sentir saudades

Horror tremendo de não me ter o próprio controle

Uma aversão imensa de precisar de outro corpo

Se precisássemos de outro, não seríamos um só

Seríamos dois corpos em um,

 

E, se somos múltiplos na alma,

Para quê então precisamos de outro corpo?

E, se múltipla a própria alma, para quê outra?

 

23:50h – 13/01/2007.

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 09h28
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 A falta que você me faz

 Corroi-me dentro e fora.

 De uma acidez atroz.

 De você, de mim e de nós restou-me a dor

 E posso senti-la

 Como elo único que nos salva.

 E vê-la e revê-la, como a prática de um hábito,

   Através dos olhos da minha alma,

 Através dos olhos das lembranças,

 através de mim inteira,

 De tantas marcas indeléveis,

 Deixadas por mim, por você, por nós,

 Tanto satisfaz como derrota...

 Derrota absolutamente ácida...

 E, pouco a pouco, corroi-me,

 Dentro e fora...

 A verdade mais lúcida:

 O fim...

 

 (22h - 26/02/07)

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 17h50
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 SINGELA HOMENAGEM

 

 Se ELIS REGINA CARVALHO COSTA estivesse aqui no nosso Planetinha, completaria 62 anos de jornada.

 Nascida em Porto Alegre aos 17 de março de 1945, a nossa adorável Pimentinha nos presenteou por trinta e seis anos, desmedidamente, com sua harmoniosa voz, de indescritíveis e marcantes timbre, qualidade e personalidade.

 Uma das maiores cantoras que o mundo já viu!

 A você, minha amada ELIS, minha sincera homenagem e prece para que DEUS sempre a conserve em um lugar de Paz e que louvem os ANJOS o seu mágico cantar, porque o seu cantar é dos DEUSES.

 

 

 “Só Deuses vivem assim,

 Com originalidade invejável,

 Convicção perfeita,

 Sacerdócio único e apaixonante!

 

  Só Deuses amam assim,

 Com maestria invejável,

 Harmonia perfeita,

 Doação única e apaixonante!

 

 Só Deuses cantam assim,

 Com divisão invejável,

 Interpretação perfeita,

 Timbre único e apaixonante! 

 

 Só ELIS REGINA viveu, amou e cantou assim!

 Invejável, perfeita, única e apaixonante!”

 

 

 Todo o carinho meu!

 Bjs a todos.

 

 (Escrito em 17 de março de 2007 e postado na Comunidade LES DE SAMPA).

 



Escrito por Barbara Carvalho às 01h41
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 NÃO ESPERE DE MIM...

 

 Não espere de mim o comum, o trivial...

 Não espere de mim, apenas sinta...  

 Não virá de mim, jamais, o esperado...

 A expectativa é ideação íntima...

 Cria-a quem é comum e trivial...

 Ninguém a satisfará... Nunca...

 Viva e sinta.... Perceba e acolha... Basta...

 Esperar é para tolos...

  Não espere de mim...

 Não espere...

 

 (10h – 13/03/2007)

 



Escrito por Barbara Carvalho às 20h59
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 MIL VEZES MAIS

 

 Vou explodir de chorar

 Feito louca

 Mil vezes mais

 Vou negar o amor se o sentir,

 Vou reclamar se não te amar

 Vou te querer longe, vou te querer perto

 Não vou saber o que fazer mil vezes mais

 Vou precisar de ti todos os dias

 E todos os dias vou te rejeitar

 Vou te afagar , vou te agredir

 Vou me doar e vou me retirar de ti

 Feito louca

 Mil vezes mais .

 

 

 

00:00h – 13/01/2007



Escrito por Barbara Carvalho às 22h59
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 SINTO O ETÉREO

 

 Sinto-a etérea

 Longe ou perto

 Como o que evapora ou esfumaça

 Feito algo inatingível, que esvoaça

 Sinto-a longe quando a preciso perto

 Sinto-a perto quando a preciso longe

 E quando a tenho perto quero longe 

 E quando a tenho longe quero perto.

 

 23:30h – 13/01/2007

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h05
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ÉCLOCER

Queria mergulhar meu pranto em águas

que o lavassem.

Mergulhá-lo em águas outras que não turvas, mas claras

e que seu pranto ao meu se misturasse...

fizessem-se risos e cânticos...

exortassem-se as crônicas demoníacas...

O fel do pranto meu vertido fosse

ao lodo ao qual pertence.

E o doce seu, à luz em águas claras,

águas que jamais turvassem.

Fosse o brilho do pranto meu ao outro pranto misturado.

À luz de grandioso intento, imaculados!

(escrito em 30/06/2006).

 



Escrito por Barbara Carvalho às 14h49
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MULHER... MARIA... CLARA!

 

 

MULHER...

                             morena

 Mãos maternais

 Mandacaru maranhense

 Marani miscigenada

 Mestiça misteriosa

 Menina meticulosa

 Monja maculada

 Miragem mágica

 Magia material

 Mise-en-scène miraculosa

 Mãe maravilhosa

                                              ...MARIA cLARA!

 

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 16h34
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SEIOS

 

Derrame o leite feito o som se derrama ao prazer...
Derrame o deleite a deslizar ternamente, feito a música nos ouvidos...
Repouse os seus seios em meu corpo, esguios como suaves notas musicais se deitam sobre a pauta...
E mova o amor, líquido feito leite, lânguido como o deleite, terno como os

seus seios...!

 

 

 

23:40h de 08 de janeiro de 2007

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 10h23
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Hoje, minha criança completa dezesseis anos!!! Data muito feliz!!!

Parabéns, querida Luiza!!!

Deus ilumine e guie sempre os seus passos!!!

MENINA-MULHER

Você, menina no corpo, mulher na alma.

Que soube e sabe dividir tão bem o que tem,

e, não raro, o que nem tem.

Você, menina no corpo, mulher na alma,

Que me deu seu leito, sua mesa, seu carinho,

Seu espaço, seu quarto e seu coração.

Dividiu computador, cama e mesa,

Mãe, família, gata e pão.

Deu-me um ‘ohm’ imaginário,

Sensibilidade de criança,

Aquecendo-me noites frias...

Encantando-me dias tristes...

Você, menina no corpo, mulher na alma...

Sendo minha filha,

Também me deixou ser

Sua mãe...

(escrito para Luiza, em 27/05/2007, às 21:20h).

 

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 09h06
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¨TAJ MAHAL - PARTE I¨

 

Intriga-me a maravilhosa história de amor de Mahal e Jahan tanto quanto todos os demais mistérios milenares.

Aryumand Banu Begam, princesa persa mulçumana, ao casar-se com o quinto imperador de Mungal, o príncipe Shah Jahan, tornou-se Mumtaz Mahal ("a preferida do palácio").

O Príncipe, contando com catorze anos de idade, em visita a um bazar, encontrou Aryumand Banu Begam, com tenros quinze anos. Encantado com a menina, comprou um diamante de 10.000 rupias e foi ao pai dela, o Primeiro Ministro,  anunciar seu desejo de desposá-la.

Viveu com o imperador de 1612  a 1631 e, apesar de ser o segundo casamento de Jahan, fora realizado com absoluta paixão e amor verdadeiro.

Mumtaz Mahal acompanhava Jahan em todas as suas viagens e expedições militares tornando-se, além de esposa, sua principal e grande conselheira, inspirando-o também a atos de caridade e benevolência.

Faleceu a princesa ao dar à luz o décimo quarto filho quando acompanhava Jahan a uma campanha militar em Burhanpur.

A morte de Mumtaz Mahal caiu como uma pedra sobre os ombros de Jahan, que ordenou fosse construído suntuoso túmulo para a princesa, em sua homenagem póstuma.

Sobre o túmulo de sua amada, Shah Jahan construiu o mausoléu Taj Mahal.

Finamente arquitetado em mármore branco, exibia-se e exibe-se rodeado de grandes e belos jardins, adornado por incomparáveis decorações.

Essa uma das histórias de amor mais lindas da humanidade.

 



Escrito por Barbara Carvalho às 23h47
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¨Finalmente!!!¨

Resolvi publicar meus humildes escritos. Bons e ruins. Fracos e Fortes. Dia a dia. Minha produção de muitos anos atrás e as de hoje. A cada dia. Ou quando eu quiser, ou achar que vale a pena, ou me inspirar, ou escrever, até, sem inspiração. Quero escrever profunda e, também, superficialmente. Quero trocar idéias com vocês e, ou, comigo mesma!!! Quero que qualquer palavra minha, boa ou má, voe e revoe sem endereço certo, para qualquer direção e para todas elas...

 

Estou absolutamente feliz por poder compartilhar com meus amigos, especialmente, velhos escritos, novas investidas, e, mais ainda, absolutamente feliz por poder, ou, melhor dizendo, por ter tido coragem "finalmente" de me submeter a críticas das mais abalizadas.

 

A vocês, meus amigos do coração, dedico o meu humilde cantinho.

Um verdadeiro parto...

MEU REBENTO!!!!

 

 



Escrito por Barbara Carvalho às 20h15
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